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A intensidade que Ayrton Senna apresentava a cada corrida deixou uma “contribuição” para acelerar sonhos que os brasileiros tinham em outro esporte. Em 20 de abril de 1994, o piloto de Fórmula 1 cruzou o caminho da Seleção Brasileira, que também almejava o tetracampeonato mundial naquele ano. Coube a ele dar o pontapé inicial do amistoso do Brasil com o Combinado PSG/Bordeaux, no Estádio Parc des Princes.

Passados 25 anos da trágica morte do piloto, os jogadores que estiveram em campo não escondem a magnitude do encontro com Senna.

– Ele era o nosso grande ídolo, motivo de alegria de todo mundo. Aquele encontro foi muito legal porque a gente também estava em busca da conquista do tetracampeonato mundial. A presença dele nos inspirou muito por ser uma pessoa positiva, além de muito simpática – revelou Zinho, camisa 10 do confronto, ao LANCE!.

O zagueiro Ricardo Rocha destacou a simplicidade de Ayrton Senna:

– Mesmo com nosso encontro sendo muito rápido antes, dava para ver o quanto ele era uma pessoa humilde. Ter para nós essa referência de que ele também era um tricampeão mundial, que era torcia para a Seleção Brasileira também ser campeã, dava uma força a mais para nós disputarmos o título.Afinal, a gente tinha um desafio de terminar um jejum de 24 anos do Brasil!

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‘Tentaram agendar uma foto do Senna com a Seleção, mas, na pressa, não aconteceu’, diz Parreira

O técnico Carlos Alberto Parreira confessou que o amistoso entre Brasil e Combinado PSG/Bordeaux quase foi antecedido por um momento histórico:

– O jornalista Ney Bianchi tentou agendar uma foto do Senna com a Seleção Brasileira. Seria o encontro entre dois tricampeões em busca do tetra! Mas na pressa acabou não acontecendo, o Senna chegou uma hora antes do jogo – e, em seguida, detalhou sobre a presença do piloto na partida:

– Foi uma honra para todo mundo! A consideração que ele teve de ir à França para dar o pontapé inicial foi fantástica.

Em campo, a Seleção Brasileira, não passou de um empate em 0 a 0, em tarde repleta de testes. Além de Cafu, Branco, Edmundo e Müller serem escalados como titulares, Carlos Alberto Parreira variou sua formação: Dunga era o único volante, no meio que trazia Raí, Zinho e Rivaldo.

Passados 11 dias do emblemático encontro em Paris, a tragédia na curva Tamburello, em Ímola, na Itália, interrompeu a vida de Ayrton Senna, então com 34 anos.

‘A LUTA QUE ELE TINHA NOS MOBILIZOU’: TETRA (TAMBÉM) PARA O SENNA

Em meio à comoção com o adeus a Ayrton Senna, a Seleção Brasileira tornou o piloto como um exemplo a ser seguido pelos convocados para a Copa do Mundo nos Estados Unidos:

– A morte dele mexeu muito com a gente, sem dúvida. A gente falava muito no Ayrton Senna, mas a luta que ele tinha nos mobilizou muito a seguirmos firmes pelo título – recordou Ricardo Rocha.

O elo entre Ayrton Senna e a Seleção Brasileira começou a ficar nítido três dias depois da tragédia. No amistoso diante da Islândia, no Estádio da Ressacada, Zinho simbolizou que o Brasil já tinha o coração acelerado de saudade do piloto:

– Quando fiz um gol de pênalti, comemorei como se estivesse dirigindo um carro (o Brasil venceu por 3 a 0, e os outros gols foram marcados por Ronaldo e Viola) – recordou e, em seguida, revelou como o clima ficou entre os jogadores após a tragédia envolvendo o piloto:

– A gente pensava muito nesse título também por este lado. De que o tetra era para o Senna e para este povo que estava sofrido com a perda dele.

Carlos Alberto Parreira detalhou que chegou a mencioná-lo como exemplo para seus comandados durante a rotina na Copa de 1994:

– É fascinante a obstinação que Senna tinha pela perfeição. A maneira como ele treinava, como era resiliente. Sempre usei as suas frases para passar aos jogadores. Foi um grande ícone para nós nesta caminhada.

Após o “pontapé inicial” de Ayrton Senna, a Seleção Brasileira pisou fundo nos Estados Unidos e chegou ao pódio como tetracampeã mundial.

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